MULTA POR OPOSIÇÃO À FISCALIZAÇÃO POR PARTE DO EMPREGADOR.
No Último mês , a OMB – SP (ORDEM DOS MÚSICOS DO BRASIL - Regional Estado de São Paulo) tem produzido um derrame de multas nas escolas e igrejas por ordem direta do Presidente em exercício.
Lembramos que este tipo de ação já foi tentada no passado pelo presidente anterior, notório radical de direita, neo-liberal assumido , tecnicista convicto, dono de boate, de puteiro, de empresa de arrecadação de direitos autorais , pro golpistas , pró militarismo e , possivelmente, enfiado em tantas maracutaias que somente a Polícia Federal e Fazenda Nacional poderiam apurar. É o que dizem. Seu nome aqui não pronuncio por sua fama e atividades o preceder, portanto, sem a necessidade de citá-lo.
Mas e sobre a Atual Gestão na OMB-SP e no Conselho Federal dos Músicos?
Principia por um Derrame de multas para escolas, para professores e igrejas, sem notificação e sem a indicação de lei ou dispositivo utilizado para aplicá-las, cerceando a defesa dos interessados.
Vejam o texto que recebi no e-mail :
"Eles me enviaram uma intimação para comparecer a OMB e apresentar defesa escrita com prazo de 10 dias. Este prazo já encerrou, não sei se dará tempo.
A multa foi dada devido a oposição à fiscalização por parte do empregador.
Na verdade, a fiscal veio até a escola 4 vezes, pediu o nome dos professores e respectivos números de suas carteiras. Passei 6 nomes para a mesma. Ela voltou pela quarta vez dizendo que haviam 2 músicos com a anuidade vencida, e começou a pegar no meu pé, usou de cinismo e fez acusações como a de eu ser professor. Acredito que quem tem que cobrar o pagameto da mensalidade é a OMB e não eu. Por fim quis fazer uma nova fiscalização, indo de sala em sala, onde eu não permiti. "
Então vejamos , caros amigos:
1- Cabe ressaltar que a multa lavrada contra a empresários do setor de ensino constitui ato hediondo por parte da autarquia e uma afronta contra a livre inciativa no Estado Brasileiro.
A fiscalização representante da OMB não justifica ou apresenta, no ato da autuação do suposto infrator, a legislação, ou seja, a Lei, o artigo e item do dispositivo constitucional ou infra constitucional pertinete a falta e tendo sempre como medida o impedimento da ação fiscal ou descumprimento de ordem federal , ou seja , impedir o trabalho de fiscal federal constituido e nomeado. Porém, desconhecemos edital de concurso publicado para a ocupação ou nomeação (que eles afirmam ser cargo não remunerado) de tal vaga, mesmo sendo, os músicos, associados e inscritos tanto na Ordem dos Músicos do Brasil , quanto no Sindicato dos Músicos Autônomos do Estado de São Paulo, mas, salientamos não existir o exame para professor de música, o que seria uma afronta a LBDEN nº 9.394/96.
Estes fiscais (a fiscal no caso do Município de São Paulo), não tem informando ao interessado o motivo legal por estar aplicando a multa nas escolas de música e , nesse, caso cercea a liberdade de atividade comercial constituida legalmente sob a latente autorização da Fazenda do Estado, Secretaria de Finanças do Município e Fazenda da União, ainda, limitando e intimidando os professores e pequenos empresários inibindo-os quando a utilização de instrumentos de defesa da empresa e do cidadão conforme outorga a contituição federal.
2- Ante o fato , afirmamos que os sócios proprietários da escola tal, foram acuados e humilhados pela fiscal em exercício e que lavrou a respectiva multa na frente da clientela da empresa e que constitui infração conforme o pensamento que tem prevalecido, reiteradamente afirmado pelo eminente Desembargador Celso Pimentel, com espeque em jurisprudência do Colendo Tribunal de Justiça: MA propósito, dano moral, exatamente porque moral, não se demonstra nem o comprova (apelação com revisão nº 1.005.624-0/8).
“Afere-se segundo o senso comum do homem médio. Resulta por si mesmo da ação ou omissão culposa, in re ipsa , porque traduz em dor física ou psicológica , em constrangimento, em sentimento, à honra, à dignidade” (conforme , dentre outras, apelações com revisão nºs 753168-0/5-00; 710501-0/6;729482-0/5), portanto causando grande dano Moral à instituição de ensino e às pessoas de seus sócios, bem como professores que passaram por desacreditados junto à clientela, não obstante serem docentes de reconhecida competência pedagógica e andragógica, proporcionando reforço aos discentes provenientes do Ensino Fundamental e Médio, além de alguns segmentos do Ensino Superior e em disciplinas instituidas pela LDBEN anteriormente citada, sobretudo quanto aos Parâmetros Curriculares instituidos pelo MEC, ainda , possuindo a escola Plano Político Pedagógico, coordenador pedagógico, Regimento Escolar e demais documentação exigida pelos orgãos oficiais responsáveis pela educação.
3- Isto posto , complementamos que nas proximidades da citada escola de Música existe a escola de Música do Presidente em exercício da Ordem dos Músicos do Brasil - Regional São Paulo, motivo suficiente para afastá-lo do cargo de Presidente da famigerada Ordem, uma vez que possui interesse direto nas decisões que toma como gestor de escola privada, portanto, perseguindo os donos de outras escolas e que interferem no seu próprio negócio conforme podemos comprovar a qualquer tempo , fato que pode gerar abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar as violações e irregularidades praticadas pela OMB pedindo ao Supremo a dissolução da Ordem dos Músicos do Brasil, um grande equívoco do Ex-Presidente JUSCELINO KUBITSCHEK e do Parlamento Brasileiro na década de 60.
Agravando a questão, a fiscal, aparentemente , embuída do sentimento de poder frente ao cargo que exerce, exígiu que a escola fosse aberta para que ela procedesse à uma vistoria nas salas e dependências sem que para isto mostrasse quaisquer ordens judiciais, mesmo não sendo competência daquela autarquia, portanto, não cabendo fiscalizar o prédio escolar conforme a Lei.
Lembramos que o Próprio Governador José Serra promulgou recentemente a Lei 12.547, originada do Projeto de Lei 1.302/03 de autoria do deputado Alberto Hiar do PSDB, que "Dispõe sobre a dispensa de apresentação da Carteira da Ordem dos Músicos do Brasil, na participação de músicos em shows e espetáculos afins " José Serra, em apoio à proposata do Deputado e Empresário do Ramo da Moda, desobrigou a apresentação do documento da OMB, para músicos tocando no Estado de São Paulo.
Dessa forma, com o caixa baixo, os oposicionistas do então ex-presidenteda OMB tomaram o poder na autarquia, sempre por eleição duvidosa e por ato do Conselho.
Sem ter como apliar o orçamento, a Ordem dos Músicos passou a investir contra escolas, professores particulares e igrejas, na tentativa de aumentar sua arrecadação fato lamentável frente aos progressos democráticos e sociais conquistado pelo Brasil e Brasileiros ao longo desta última década.
É mister que este documento chegue às mãos das autoridades do Estado para que auxilie os professores e proprietários de escolas frente a ação anti democrática e perturbadora da OMB- SP e do CFM -BR. e que utilizam de argumentos quye ferem a Constituição e o Código Civil brasileiro intimidando a clase dos músicos, professores, artistas, empresários do setor da educação e cultura, além dos religiosos e, assim, denegrindo a imagem destes profissionais duramente construinda pelo trabalho expondo-os à mercê destes maus gestores e, pior, liquidando a credibilidade do professor de música na frente dos discentes, fato que motivou esta denúncia por nossa parte.
A OMB têm competência para fiscalizar o exercício da profissão de Músico Profissional, mas, não consta que a possua esse direito quanto ao professor de música e por ser profissão reconhecida ou regulamentada, portanto, não procede aplicação de multas aos donos de escola e docentes, mesmo que tenha sido alterado os estatutos da Organização para que resulte na criação de um fundo financeiro cujo sentido sempre será o de policiar os músicos.
No momento, a OMB tem como atribuição fiscalizar o músico e não o contratante.
Ao contratante compete a fiscalização da União, do Estado, do Município.
O Contratante não é pessoa que reporta-se aos atos punitivos administrativos da ORDEM DOS MÚSICOS DO BRASIL.
Já, o professor de música pode , se formado por licenciatura plena, ser cooperado e inscrito no Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo e não na OMB como ela pleiteia e tenta impor.
Atenção: no sítio da OMB-SP não existe, na tabela, a remuneração por trabalho profissional docente quer mensal, por aula, se instituição pública , privada ou similares.
Enfim, não cabe a OMB-SP legislar sobre o professor e exercer tal fiscalização visto que o docente de música atua, também, na Rede Pública do Ensino Municipal e Estadual além da empresa do terceiro setor e relacionada à educação e cultura.
Os Professores estão sob sindicato próprio, e legilação como o Estatuto do Magistério e Lei Orgânica dos Municípios, extensivo às escolas particulares que seguem o modelo da atual Lei Federal nº 9.394/96 e dispositivos das SEE- SP , SME, inclusive quanto às indicações do CFE, CEE e CME, conforme apuram-se nas grades curriculares e Planos Políticos Pedagógicos, Regimentos Escolares das Instituições privadas de ensino e onde encontramos o pedagogo, o andragodo, o coordenador e o supervisor escolar, além do docente na sala de aula. Onde entra a fiscalização da ORDEM DOS MÚSICOS DO BRASIL , nesse caso?
Autoridades de plantão que tomem providências extremas e urgentes quanto ao fato exposto, objeto de repulsa da sociedade artística e empresarial Brasileira, se possível, colocando em pauta a extinsão deste famigerado órgão fiscalizador que tanto desgosto têm proporcionado aos músicos do Brasil e, que para serem profissionais, a exemplo de outras classes, necessitam apenas da competência como ferramenta de trabalho e de um sindicato que os agreguem como profissionais.
Proponho, a todos os interessados, que façam um abaixo assinado, com nome real e n º de algum documento para que possamos acionar o Ministério Público Federal para pedir a mudança na legislação, banindo a hedionda organização da vida dos músicos e da Nação. Passem adiante.
Grato,
Aldo Landi
aldolandi@hotmail.com
quinta-feira, 23 de julho de 2009
sábado, 20 de dezembro de 2008
Governo Paulista e Educação Musical
1- Governo Paulista e Educação Musical
Interessante... Disseram que acabou a mamata. Será?
O que aconteceu com a ULM ( em São Paulo).Dizem ter passado para a administração da Faculdade (?) Santa Marcelina,com o fim do modelo anterior e, subsequente desvinculação dos músicos que lá trabalhavam.
O esquisito na historinha da ULM ( Universidade Livre de Música) é que realmente era Livre de Música. Vale lembrar quantos músicos abriram escolas e pagaram impostos para o governo populista do (PSDB) e seus corporativos e viram seus negócios afundando por uma iniciativa funesta do Governo do Estado de São Paulo, ainda, levando o músico literalmente para a latrina com seus sonhos e investimentos.
Santa Marcelina... A mão pesada da Inquisição está de volta.
Vou procurar saber quem era a santa e o que fez pelos músicos. Sei que a padroeira da classe é Santa Cecícila. Então, Rogai por nós Santa Cecília.
Quanto ao PSDB e seus políticos dedico este samba de Bezerra da Silva:
Verdadeiro Canalha
...afinou o dinheiro do povo,
saiu esbanjando e fazendo bandalha,veja bem, seu canalha...
2- Política e Educação
O grande acontecimento dos últimos anos é, sem dúvida, a educação concebida pelo agenteexterno que financia a educação no Brasil, ainda, a implantação da LDB pelos movimentos de centro esquerda em conjunto com a direita, sob o discurso da docência democratizada com a participação voluntaria da comunidade escolar e excluindo o Estado das suas responsabilidadesconstitucionais (segundo o evangelho neo-liberal da legislação). Inventaram o neo tradicionalismo!
Ele ser implantado para suplantar a deficiência cognitiva não é a questão em pauta , mas, quando invade a sala de aula dos grupos EaD...trava-se uma batalha visceral ou , no mínimo, um bolo alimentar indigesto que pelo reto sai liquefeito (desculpem a péssima analogia).
Que tipo de professor é você? O acomodado, aquele que trata o aluno como pote vazio necessitando ser preenchido por conteudo ou aquele que reflete a ação pedagógica (dizia o professor pela rede de TV on line)? Belo discurso... Porém, vamos à facti species:
em uma sala do sistema do ensino à distância são proferidas as seguintes frases pelo diretor do núcleo e principal defensor do sistema junto às prefeituras do Estado de São Paulo e Minas Gerais - Não consultem, não olhem para o lado, não saiam para o WC (mesmo que vc tenha incontinência urinária ou diabetes) antes dos primeiros noventa minutos, não falem , não perguntem , não questionem, não faltem; sómente as grávidas e policiais possuem esse direito e, se querem ficar ótimo. Se não estão satisfeitos paguem pelo formulário de desligamento e podem ir embora (FVMESA). Aí está um verdadeiro exemplo de discurso democrático praticado por um pseudo docente esclarecido e que lembra os déspotas iluministas, porém, em pleno sec. XXI.
Que tipo de professor é você é colega? que tipo de supervisor, coordenador, diretor, tutor ou mesmo assistente social?
Nem nos mais cruéis dias do tecnicismo militar golpista testemunhamos tanta ignorância sob o pseudo manto democrático que agasalha os injustiçados sonhadores-acadêmicos da Nação. Parabéns B.S! Sua empresa é o maior modelo do modernismo tecnológico da Pátria! Conseguiu, sem nenhum esforço fazer a educação voltar aos anos 1968 e, por intermédio daqueles com quem parceria constituiu; uma dádiva para os mais jovens que estão conhecendo de perto como era a educação nos anos de Costa e Silva, Garrastazu, Geisel, Figueiredo e, não necessitando recorrer aos filósofos, sociólogos, pedagogos e historiadores do funesto movimento ou mesmo aos tomos de ciências ancestrais (1) de Freire.
Ressaltamos que ó último da tropa bradava claramente preferir as montarias aos seus devereres como mandatário maior pregado no posto presidencial por seus correligionários fundamentalistas da direita ( que esquerda, idem, por eles havia sido criada, claro). Também, não devemos esquecer os 08:45 ai sentados em berço esplêndido que poderiam ser anarquistas, porém, comportam-se como bando monarquista pedindo no congresso que a esquerda deixe de fazer seu papel apoiando o governo.
Lembramos aos menos providos de recordações que, sua excelência, o Lech Valessa Truká teve como plataforma para a reeleição um suposto complô para a privatização do Banco do Brasil e da Caixa Ec. Federal (além do corte do PAC apesar de estarem protegidos constitucionalmente).
Tão pacifista o velho e sabixão sindicalista! Não teve tutano para enviar os Phanton's para defender a fronteira e os interesses brasileiros na Venezuela, Bolívia e agora Itaipú. Soy loco por ti América...
¿Qué tipo de profesor es usted? or That kind of teacher? Que diferença faz a língua se os alunos serão adestrado como as mulas?
Bom fica a máxima do conformismo made in BraZiL: pelo menos sabemos como foi a educação na era golpista já que com a própria convivemos no dia -a-dia e que tão cedo não irá mudar, sejam os próximos filhos da pátria socialistas ou outros istas como aquele que passa de pai para filho ou coronelista, fundamentalista e clero-corporativista e nesse caso, grave est fidem fallere . Gloria et nunc et semper et in secula seculorum amen!
A.B
1 - O Corvo- E.A.Poe - Trad. F. Pessoa
17/03/08
3- Os Zés ...
Descobri o meu primeiro Zé aos 12 anos. Zé foi quem ensinou-me o primeiro acorde em 1966. Ficava espantado com o que Zé fazia com a guitarra .
Seguindo pela vida encontrei outros Zés... na contramão da história, lá estão eles de guitarras e baixos em punho.
Deixo aqui a minha homenagem aos Zés:
Coelho, Bill, Tche, Zé Faísca, Zé Louco, Mirandinha (R.I.P), Walfair (R.I.P), Emílio, Domingos Marquinhos, Antenor Gandra... e todos que ví e ouví sem saber o nome nas bandas que faziam bailes nos anos 70.
Cada um desses Zés diziam ( mesmo em estado de coma) se vc errou ou não determinada frase ou acorde. Se um cantor abrisse a boca para bocejar entravam no tom para acompanhar.
Meus queridos Zés foi uma honra conhecê-los e aprender um pouco com cada um de vcs.
Os demais não são Zés. Nem são ZL ou ZN nem ZO. Apenas tentam aparecer num cenário que sabem ser muito maior do que o universo que alcançaram. O mesmo que tentar ver daqui , saturno a olho nú, ou um cisco no olho de Deus.
Ave Zés!
Nós mortais vos saudamos!
08/02/08
Aldo Landi - Música e a Arte de "Musicalizar" no Brasil
Introdução e Histórias
Sábado, 26 de Janeiro de 2008
Aldo Landi - Música e a Arte de "Musicalizar"
4- Introdução e Histórias
Blog para quem deseja conhecer meu trabalho,minha vida, a forma como desenvolvi sistemas que explicam os macetes dos grandes improvisadores como Charlie Parker, Miles Davis, John Coltrane e outros, sob um prisma dialético da fraseologia considerando a frase explícita e sua íntima relação com as escalas que deram origem ao modalismo moderno, serialismo e politonalismo na forma de inserção das notas; também, a sobreposição das camadas harmônicas, levando à conseqüências extremas (ou elípticas), certamente muito mais perto da estrutura real do pensamentos daqueles gigantes da história da música.
Penso que, atualmente, as publicações não satisfazem às necessidades dos que buscam a forma de ouvir ou pensar daqueles fenômenos do Jazz, da Música Erudita ou da Brasileira ( triste aqueles que se contentam com frases decoradas para cadências II V7 e se acham o máximo em termos de criatividade).
É louvável trabalhos como o do meu ex- aluno e amigo Cesar Berton, Bacharel e Mestre pela UNICAMP. A partir de conceitos que lhe mostrei foi capaz de reciclar ferramentas ótimas para músicos desesperados por material de apoio para a pesquisa.
Admiro, idem, o trabalho dos meus ex- alunos (hoje brilhantes músicos), André Abujamra que arrisca sem medo, que pesquisa e, por falar em pesquisa, idem a do Prof. e Mestre Marcelo Gomes , a do guitarrista contemporâneo e meu amigo Wilson Gomes (que não foi meu aluno) e é um gigante na forma de conceber o serialismo. Essas pessoas , como tantas outras são um exemplo para todos que entendem música como arte e não só como um produto de consumo imediato.
Lamento profundamente dos que discordam e acham que papel não toca. Ele registra sua arte, a história do seu tempo e da sua vida. Não adianta ser uma pessoa a frente do seu tempo. Não será nada mais que um visionário, neste caso, não faça música . Escreva contos futuristas ou monte empresas para seus filhos e netos. Música é outra conversa; a música do amanhã se faz no hoje; a de ontem se toca hoje e amanhã.
A trajetória da espécie humana está descrita nas rochas, nas tábuas de argila, nos papiros, nos pergaminhos e , em época mais recente, nos livros, acetatos, fitas K7, vídeos CDs e DVDs ou outras formas de estocagem da informação. Sempre haverá a necessidade de registrar a arte para referência das gerações futuras.
Um exemplo dentre tantos milhares é o do guitarrista ítalo-americano Joe Pass , um gigante da interpretação jazzística que escreveu livros sobre sua técnica, além de deixar sua obra em material sonoro (necessitou de alguém para transcrever o que tocava). E, conhecemos a música de Beethoven por estar escrita pelo próprio Magnífico. Como seria o som que jorrou da orquestra do que Ludwig escreveu e como foi absorvido pelo público que o ouviu pela primeira vez? Não sabemos. Isto é o que impulsiona a investigação acadêmica. Um crítico escreveu para algum jornal, alguém traçou algumas linhas no seu diário pessoal e podemos ter uma idéia , sobretudo, se nos atirarmos à pesquisa, claro.
No passado estudei com alguns professores de estrutura que eram inimigos do contraponto, mas, depois de algumas décadas descobri que para escrever música de época teria que trabalhar com material teórico daquele mesmo período da história da música. A descoberta, apesar de tardia, me faz pensar que somos tratados como idiotas por aqueles que seguem o exemplo da produção cinematográfica hollywoodiana que ditou as normas e regras para produtores e cineastas pelo mundo afora (isto não quer dizer que Hollywood não tenha produzido gênios como o arranjador Nelson Riddle).
Um exemplo claro é o filme 1492: Conquest of Paradise (ESP/FRA/ING 1992 DIREÇÃO: Ridley Scott em http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=298). A música do filme não é da época e sua função é dramatizar; é uma trilha impossível e improvável que não nos remete aquele período da História da Itália ou da Espanha; não nos mostra a música indígena que Colombo encontrou na ilha de Guanani (atual São Salvador - América Central). Mas, se pesquisamos na auto biografia por ele ditada ao filho quando no cárcere, é provável que possamos tirar algumas conclusões que os produtores não nos apresentam.
O mesmo acontece no mercado publicitário cujos redatores insistem para não façamos música com valor artístico mas, musiquetas para irritar, para ficar martelando na mente, para o consumidor lembrar do produto. Cerceiam o direito de produzir em troca de 30 moedas não de ouro óbvio. É tratar o consumidor como idiota; como se fosse fazer diferença para o ouvido e cérebro dele na hora de relacionar música com o objeto de consumo ou de desejo.
Este quadro, somado à manifestação espontânea da música de rua, deixou-nos vazios de conteúdo musical, portanto, no futuro esta arte pode não sobreviver, pois, não houve música e compositores que as fizessem com relativa importância histórica. Alguém se lembrará de uma música do cantor 50 cents daqui a duzentos anos? Ele está ai, sei quem é, já ouvi e não consigo lembrar uma música que o mesmo tenha feito, ou seja, 50 cents faz música volátil que serve mais aos seus propósitos (comprar um esportivo da Ferrari, Rolls, Reventón e mansões) do que socializar sem radicalizar ou entreter que é o verdadeiro objetivo da música.
Sobra , da música como a conhecemos em período anterior, o ritmo tribal que serve para o corpo entupir-se de adrenalina ou others little things. A minha classe, a dos músicos, está desaparecendo graças a estupidez da mídia e da alienação dos que se deixam levar como folhas soltas ao vento.
O homem é um ser social e, como tal, tem a necessidade de viver em grupo, mas, o que é incrível é querer se parecer como todos os demais (fashion); um sendo a exata cópia do outro. Existem disputas para ver quem copia melhor. Que tragédia! Você poderia fazer sua música e mudar o rumo da nossa história, mas está preocupado em tocar o mais igual possivel ao grupo , digamos , The Irritows.
A pasteurização globalizada do ser humano faz com que os observadores de plantão consigam identificar uma baleia por seu rabo , mas, não uma pessoa numa danceteria high society ou em um club na favela de Heliópolis. Hoje está difícil dizer quem é quem no cenário musical da cidade. Todos são originados de uma mesma célula e produzidos em escala laboratorial ( com raras excessões).
A arte de rua serve como fonte de inspiração para a música maior de um povo e não para globalizar. Davi tentou, o papado da idade média tentou, Hitler tentou, os protestantes, os anglicanos tentaram, mas quem consegue resultados impressionantes são os meios de comunicação. Um amigo meu, o Artista Plástico Roberto Silva (também músico) informa que em recente pesquisa de certa instituição, projetaram que 60% dos brasileiros acreditam, pasmém, na mídia. Ela é que governa no Brasil ( * veja nota no rodapé).
Trabalhando de madrugada esqueci a TV ligada. Assim que começou determinado programa diário precipitei-me para desligá-la movido pelo alarde musical de baixa qualidade que aquela produção insiste em nos enfiar pelos tímpanos, porém, um telefonema de uma telespectadora me fez interromper a ação, já que berrava e aos prantos: - Eu adoro você ! dizendo para a apresentadora cujo ego ficou polidíssimo. Pensei , no momento, que não se ama mais a arte, ao seu irmão ou adora-se a Deus. Adora-se o apresentador de televisão, o Rei e a Rainha num país que é República Federativa e não Império, então, que se entregue de vez o Brasil ao famosos rei e à "nossa" rainha (que não são legítimos herdeiros da coroa do Império do Brasil).
Lembrei que temos um Rei que enterrou a Bossa Nova, mas, não por culpa dele que era jovem na ocasião e seguiu conselho de certos empresários gringos aqui mamando nas tetas do povo e dos músicos que comandavam o cenário e a mando do funesto Presidente da República na ocasião, ja que respondia pelo seu Ministério. Porém, quando podia ter feito a diferença , já com o poder na mão optou por nada fazer. Ele vende suposto Luxo para aquilo que ele considera Lixo: o povo. O mesmo que o colocou no trono e por pressão da mídia ( ainda ecoa no meu cérebro: - ... e agora com vocês o Rei...). Não consigo afastar essa maldição da minha cabeça. Devo tentar hipinose ou internação em clínica psiquiátrica para me livrar da doença ou maldição, quem sabe.
A Bossa inseriu o Brasil no cenário internacional conquistando respeito de todos e o rei é tão culpado quanto a famosa rainha que atolou no consumismo as crianças da Nação.
A rainha vende tanta fantasia para os menores que a maioria, por não ter posses para adquirir o que a ela anuncia como sendo bom para seus súditos, roubam e matam nas esquinas das cidades. Aí está o poder da Mídia! E querem combater a criminalidade e culpando as instituições, ou seja, o Estado por ser omisso (quando não foi?) e a família desajustada que porcamente sobrevive nas periferias, nas favelas e palafitas da Nação. Ela , a mídia jamais é culpada e quando acuada parte para as pesquisas professando que a voz do povo é a voz de Deus, assim entrevistam, fazem média, projetam cálculos e se tornam a voz da verdade e da vontade do povo. Função que atribuo a ELE. A mídia passo a passo toma o lugar DELE, assim vamos voltando a Grécia dos antigos deuses. Os do canal 1, 2,3,4,5,6,7,8,9,10,11,12,13,14...666
Lembro daquele irmão abandonado ao relento nas ruas da cidade e comentei com uma amiga que chorava por um cão abandonado: - Vocês são capazes de chorar por um cão, que de fato merece nossa atenção, mas não teriam coragem de ajudar um ser humano em aflição. Não o levariam para casa e lhe dariam comida , um banho ou um remédio. De tempos em tempos dão uma moeda, uma esmola e saem com a impressão que irão para o paraíso. Mas, o deixam ali para morrer. Simples; afinal não é comigo.
Voltando à música, encontro garotos aos quais pergunto: - O que está tocando ? E a resposta é rápida: black Music...
Insisto: - Mas que tipo de música negra? , sem resposta... quais as origens, quais estilos, como se desenvolveram? idem, sem resposta... Hoje, o discurso black music está em todas as esquinas do meu Estado e Cidade, mas, não sabem como fazer black music (só o nome já confere algo racista e detestável ou que segrega e fere a constituição).
Como aprendi a Tocar? Tocando e escrevendo o que ouvia nos discos ( e enchendo a paciência de alguns amigos mais velhos). Quando garoto conviviam na minha discoteca Wes Montgomery, Beethoven, Bach, Jimi Hendrix, Quarteto Novo, Tamba Trio, Zimbo Trio. Eles não discutiam; proporcionavam-me fantásticas experiências sonoras, verdadeiros orgasmos musicais. Hoje tratam a música como o próximo esporte a ser incluído na olimpíada do futuro ou para provocar êxtase determinado pela quantidade de adrenalina jorrada na corrente sanguínea como afirmei anteriormente. Não se admite, atualmente, a música endorfínica. É certo que existe música que faz mal para o fígado (e outros órgãos) e que faz mal para as plantas. Não é somente o tabaco que pode matar, acredito que a música pode, literalmente levar à depressão e à morte. Devemos lembrar que qualquer culto mesmo os pagãos da antiguidade possuíam a música como um dos elementos fundamentais, geralmente resultando em sacrifício de sangue.
Quanto ao que ouvimos hoje desculpem-me, mas a maioria dos cérebros fritaram e não se deram conta do fato, assim, quando sou mais objetivo e tento mostrar algo além daquilo que o aluno ouve, sou acusado de ser polêmico, intolerante, de estar possuído pelo ego, de incompetente, de FDP, de bicho papão, de esquerdista, de louco, de desagregador da estrutura familiar. Colocam-me muito próximo à descrição bíblica do 666. É claro que sempre existe um interessado por trás do boato, um manipulador ávido para acabar com seu nome e carreira. Das cinco uma ( ou várias):
a) Ele é igual a você ,
b) Quer o seu lugar,
c) Você deve a ele ou
d) Está com alguma coisa que a ele pertence ou que ele julga pertencer.
e) Ele se morde de ódio por não conseguir fazer aquilo que você faz bem até em estado de coma
Existem os Salvadores que vieram com a missão de te conduzir pelo mundo do ensino da arte (e que já eram citados por Moisés, por Paulo, Pedro, Marcos e João, por krishna, Buddha ou Lennon), ainda, outros que Ashtar Sheran, comandante da frota dos OVNIS elegeu para te conduzir à luz e à sabedoria. Então, não sou o único doido nessa história. Estou sempre bem acompanhado! Quem não é aquele remédio para tosse? Cada um crê no que quer crer. Se te faz bem ótimo, porém, vender ilusão é profissão de ilusionista não de músico. Ilusionismo fica bem no circo e não nas escolas de música e eu não iria para uma escola de música para aprender mágica, digamos, no piano. Os escolhidos... Estes sujeitos são perigosos, pois você em uma conversa com ele sai convencido que ELE REALMENTE FOI O ELEITO DE DEUS, DO DIABO OU DOS ALIENS. E ai vem aquela conversa: -Vou te ajudar,. Mas, que fique claro, só vai te ajudar pra se sentir por cima da carne seca ou pela besteira ( ou bosteirol) que fêz contigo no passado, como publicar o que é teu assinando no lugar do seu nome. Da parte dele, o Salvador, é mais um ato de remissão. E me lembra um Cd que meu irmão de sangue me deu. O adelphós ( ou irmão em grego) viu tanta sacanagem que comprou Bezerra da Silva e me disse: - Quando os teus Salvadores te procurarem tú já toca esse samba. E, a letra começava : " CANALHA TU É UM VERDADEIRO CANALHA.... DEITA NA SOPA E SE ATRAPALHA...OLHA AI SEU CANALHA. Fiquei ouvindo com aquela face de nadegas nuas , mas, dei razão ao consanguineo.
Quanto ao professor deveria ,se possível, conhecer pedagogia para conduzir o aluno na direção da pesquisa e das respostas e não impor por força do prestígio que lhe aufere o título. Este tipo de educação ja acabou. O aluno tem voz, deve ser ouvido, o professor deve ser o participante, o intermediador e não o sujeito e objeto do aprendizado que sempre será o aluno.
Professores que não estão afinados com o sistema de ensino, que não se reciclam não sobreviverão no mercado. Não existe o professor salvador. Mas eles fazem questão de aparecerem entre as nuvens te abraçando como o Cristo Redentor à Guanabara. Só ilusão ótica. Quem salva o professor é o aluno que vai para a rua e se dá bem . O aluno é o depoimento vivo que o professor foi e é competente naquilo que se propõe a ensinar. Estamos diante de um conflito e da inversão total dos valores.
Eles, os santos milagrosos professores absolutistas encarnados entre os vivos não formam músicos; fazem muito alarde, propaganda ou barulho. E citando uma outra tal Rainha (que aqui rainha não falta), a do Rock tupiniquim, barulho eu mesmo faço (um caso de inspiração divina e concordo com a frase). Certíssima!
Penso: se a melhor escola de músicos, do mundo que está nos E.U.A., sempre produzisse os melhores músicos do planeta, então, as demais não teriam motivo para existir. Se existem é por necessidade de mercado. Também, não posso dizer que todo músico que daquela escola chegou tocava muito. Sempre tem a questão: qual o motivo de voltarem para o Brasil? O mercado lá fora é violento. Aqui, terra de cego. Explico: conheci muito músico que não frequentou a tal escola e toca muito. Construiu carreira, constituiu família e são excelentes professores; conhecem o mercado brasileiro com riqueza de detalhes e conheci músicos que de lá vieram que não são nem a sombra dos que estão aqui trabalhando. Aparecem todo ano com seu portentoso título (que o MEC não reconhece sem processo de validação) mas, não podem se comparar tecnicamente ou expressivamente aos que aqui estão. Essa é a verdade. Logo, temos um entrave que geram conflitos. São preparados para o mercado americano, mas, não para o mercado brasileiro e cujo estudante absorve em outra velocidade a informação.
Muitos se valem das fortunas adquiridas de forma lícita ou ilícita, do prestígio comprado, do poder tomado emprestado, do talento alugado, porém, uma coisa que aprendi ver nos poderosos: não passarão de um nome de rua, além daquele que estará na própria lápide. Vale a máxima: não salvarão seus descendente do mesmo pobre fim a que sentenciaram o resto miserável da humanidade. Questão de tempo.
Enquanto isso, na rua, sempre tem alguém que sabe o que esta fazendo; não está no rol dos famosos, mas dorme em paz enquanto os demais sofrem de insônia crônica. Um exemplo: no caso da guitarra, do piano e do baixo Jazz: Os rueiros estão cantando nas produtoras de jingles, lavando banheiros no quartel da polícia militar, na escolinha modesta da cidade litorânea, nas bandas de baile ou nos navios e eu os conheço. Sofri como louco para entender como tocam. Não estão na mídia e nem se importam como eu nao me importo mais. Me importa a música. Há mais gigante na rua do que nas escolas e mídia. Todo gigante veio da rua; foi descoberto na rua. Sem excessão e no que se refere à música popular. O erudito não, ele é recompensado pelo esforço contínuo e talento, sendo laureado com título outorgado pela universidade .
Outra classe que está por aí é aquela que faz o papel político sem mandato, ou seja, formada pelos puxadores de saco; uma coisa que decidi que não seria. Não se aprende este ofício. É um talento nato, puxa saco nasce com o dom. Aqueles que não se ajoelham para esticar os sacos dos poderosos não interessam ao sistema. Quem não puxa é apontado pelo termo "sociopata".
Em parte pode ser verdade se acreditarmos no dito popular que professa: de músico e louco todo mundo tem um pouco, porém (e sempre tem um porém nesse texto) estamos, os sociopatas, de olho no movimento dos puxa - saquistas, sempre de plantão vendo o estrume se espalhar no ventilador atirado pelas mãos cujos dedos que nos acusam (por vezes comprados), pois uma mão está ocupada no saco alheio, a outra retirando feses do próprio traseiro e de olho em você que é o foco do ódio e da inveja dele. Tem medo que você vá lá fazer aquilo que está fazendo no momento e que é dele por direito nato ou ou que julga adquirido.
O poder é absoluto em próprio e não necessita exatamente de dinhero para exercer sua função na sociedade (exemplo do tráfico de poder). Bastam promessas e acordos que se cumprirão ou não no futuro. Quem necessita de do faz-me rir são os safados dos esticadores.
Sou músico e não pró-pagão-dista, esse último um sinônimo de fazedor de pro-pagão espalhador de mentiras e malandragem, fofoqueiro de carteirinha, manipulador do consumismo generalizado, ralé máxima que o sitema conseguiu criar ou se criou no sistema como verme no esgoto. Eles não debatem e discutem idéias de modo civilizado; fazem fofoca e dedicam a vida a importunar quem trabalha. Os vermes vivem entrando na sua vida e desejam seu extermínio, alimentam-se e se apropriam daquilo que querem para sí ; não admitem perder a fonte do estoque e, no final devoram-se uns aos outros. São FUNDÃO-DEMENTE-ANALISTAS (uma derivação do fundamentalismo) e conhecidos por Políticus Mandatus , termo originado do latim Politicu - que governa ou que fica governando o traseiro alheio sem ver que defecou nas próprias cuecas e Mandatus do latim Mãos dadas, pois estão sempre amparados por outro igual, que a eles transferem o poder da ação e saem bem limpinhos na história, mas não da História.
Não tenho que viver como o politucus mandatus de orientação fundão-demente-analista para continuar minha vida. Não consigo imaginar Frank Zappa, Hendrix, Beethoven, Miles DavisJudas foi um tremendo "Tendere Testiculus", portanto, a espécie humana pode ser classificada em: Homine, Muliere, Homosexus, Politicús ,Tendere Testiculus e Vermis.
Claro que o politicus pode assumir o papel do espécime tendere ou vermis e, geralmente, assume os dois. Rouba até na literatura, Lesa subtraindo ou omitindo palavras.
Para aqueles que não me conhecem ou não sabem já lutei, quando no II grau, contra a ditadura militar e seu escroto golpe de estado que arruinou o Brasil, produzindo essa leva de amedrontados em perpétuo pânico quando se trata de defender o direito (que é sagrado e constitucional). Ao contrário, eu distribuía o jornaleco A BESTA FERA nas escolas (cuja besta era o regime). Não que me afinasse com as convicções de Marx, Mao-Tsé, Lenin ou Trotsky , mas, por fazerem o povo brasileiro de burro de vargas, ops! desculpem digo, de cargas, de técnicos comandados pela hierarquia do poder privado e do poder central. E, que hoje vejo voltar de forma perigosa.
Já vivenciamos o tecnicismo pregado por ai como salvador da sociedade brasileira enquanto os herdeiros da tradição, propriedade e patrimônio comandavam.
Técnico pode comandar time de futebol; um golpista comanda, mas quem manda é a Constituição . Ela é soberana. A única forma do golpista mandar é eliminando - a (e a todos os membros envolvidos no governo que ele, o golpista, pretende derrubar). Convivo com esses verbos funestos a muito tempo: nós como objetos apontados para a ação dos verbos eliminar, subtrair, trair, afastar,matar, assassinar, sumir, degolar, esquartejar, surrar, enterrar. São um grupo de palavras e verbos nojentos. Mas, o poder as ( os) aprecia de forma soberba! o (a) golpista , pode estar ao seu lado na empresa que vc dirige ou trabalha, na família, na casa ao lado, ainda na mesma cama. Fique esperto. Ele subtrai palavras da própria literatura, dos textos , rouba jogando xadrez de si próprio como adversário. O que acha que ele (a) faria consigo?
O que quero dizer com esse discurso de abertura? Eles insistem que você faça uma escola técnica qualquer. Mas de quem é o cargo de comando? do Técnico ou do diretor? Cuidado, não aceitem essas ofertas , formem-se diretores. Existem muitos golpistas na direção das escolas de música do país, porém, não pensem que lá fora, não se dá o mesmo, isto quer dizer: NEO-LIBERALISMO ou em simples palavras: ensinamos o que queremos que você saiba e você nos dá o seu dinheiro. Amamos o sistema econômico americano, amamos a América do Norte, apesar de ela nos detestar, não nos interessa o que você realmente quer saber; decidimos por você até o convencermos que somos maravilhosos e tudo que você é e será deve a nós , apesar de termos sido bem pagos, lhe damos um certificado e você compra um anel de formatura para provar que é o super man (girl) da música do teu país, pois, fez um curso livre que não vale nada ou um curso técnico que te deixou em menos da metade do caminho a percorrer. he he he ... Quem vai te dar crédito neófito ?
Desconfie disse uma vez H.P. conhecido como Mago, de algumas escolas e de determinados professores...ele alertava-nos (como alunos) para que não aceitássemos passivamente. Sugeria indagar, questionar, pesquisar, propor, participar e contradizer, somente assim suas dúvidas desaparecerão.
Voltando aos músicos, houve época que levamos petições para a constituinte. Quantos músicos assinaram a petição? 4. Isso mesmo ! Grande exemplo de consciência e de cidadania dos que não assinaram,. Mas, os desculpo pelo pouco tempo que ficaram nos bancos da educação formal e por aquela dose extra de covardia extrema forjada no medo espalhado pelo militarismo.
Que divina comédia , Dante! Enfiaram-me goela abaixo um manda chuva funcionalmente analfabeto no qual eu não votei (e não me arrependo), que recomenda cachaça , charutos que vem de certa ilha comunista da América Central , ainda, certa dupla sertaneja como modelo de música para Brasil. O Esperto (esse ganhou no grito) deixa que levem nosso dinheiro e quer você um técnico seja lá do que for. SEJA UM TÉCNICO DE QUALQUER COISA! Essa é a nova ordem. O discurso federal não é seja um licenciado, um bacharel, um mestre ou um doutor. O discurso é seja um peão, um comandado e não um comandante. Grande projeto para a Nação: peão da Petrobras de Ivo Morales. Aproveitando o gancho deveriam parar de extrair algo tão nocivo e poluente e dizer para os Americanos: temos a Bomba. Não devemos nada e vamos exportar tecnologia de combustível limpo. Ai o respeito volta. Uma pena que tenha que ser assim. Aqueles espertos da América mais ao norte só entendem a linguagem do poder. A Índia tem respeito, o Paquistão , a Africa do Sul , mas, o Brasil não. Assim passamos a viver na bela AMÉRICA LATRINA e servimos para captar os dejetos dos mandatários do poder mundial.
É claro, desde o útero das nossas mães convivemos com a musiqueta cuja letra possui o gigante que dorme. Ninguém toma uma atitude em defesa dos interesses nacionais e concluí que NÃO EXISTE UMA NAÇÃO BRASILEIRA. Existe a seleção Brasileira. Qual o motivo de sermos federados? Não estaríamos melhores se confederados? Aquele compositor que atualmente está em pasta ministerial ligada à culura não professava que cada macaco devia viver no seu galho? Bom, o que ele esta fazendo no galho Brasiliense se o dele é na Bahia? Fizeram dele o Boss da Curtura Nacionar, assim temos uma nação Curta. Como músico, o que ele fez pelo colega e classe? ou pelo professor de música brasileiro? NADA. Se fez por um não fez por outro, se fez pra lá não fez pra cá. Desconheço o fato; pelos atores ele fez e houve até o dia do Fico!Dom Pedro, o III
Quanto à nação , vejo que se restringe a clubes de futebol: a rubro negra , a alvi negra a alvi verde a tricolor ...e matam e morrem por seus times, mas não iriam para a luta pelos seus direitos ou pelo Brasil. Meu País morreu. A música do meu País morreu. Hoje sou Americano. Daqueles indefinido. -De onde vc é? - da América, seja lá qual for a do momento, ficou bem mais fácil; eles venceram e nós tocamos , enfim, música Americana.
Por enquanto é isso ai , afinal, como já foi dito , if six is nine, let it be. Importa o fato de nossos ouvidos serem tratados como latrina, penico, privada pelas escolas, professores, governo, pela mídia, gravadoras e músicos que acham que serão os próximos heróis da música mundial (como se gringo fosse deixar isso acontecer) e, para agravar conduzem nossos cérebros como se sofrêssemos de encefalite (o que não está longe de acontecer se alguém apertar um dispositivo que acione a letal arma nuclear).
Isto tudo para dizer: estude , pesquise, seja autêntico , danem-se os que acham o contrário , eles são achistas profissionais e, dentre os mais achistas estão os fazedores de pró-pagão. cuidado com eles. Tenha consciência política dos seus direitos e deveres, exerça plenamente a cidadania e procure quem realmente possa te ajudar, afinal você não vai curar uma dor no tendão do pé no dentista . Ou vai?
Quanto ao Aldo Landi?
Não tem nada a esconder de quem quer que seja. Faz parte do sacrifício que é viver da música em SP e no Brasil. Nada há para ser omitido ou do que eu venha a me envergonhar. Cada um assuma aquilo que com seu semelhante fêz. Seja bom ou ruim o mundo não foi feito para os covardes. Foi feito para quem tem coragem. Não sou nem a sombra da unha do dedo mínimo de Cristo ou do pé de Ghandi, mas eles falaram a verdade, confessaram a Deus e ao povo, assumiram a coragem e a fraquesa humana e foram para morte como heróis. Também, Danton o revolucionário da França indo para a forca, ou seja , não necessita ser santo para ser justo. Basta ter integridade e vergonha na cara.
Aldo Landi - Verão de 2008
www.aldolandi.com - aldolandi@hotmail.com
(*) Por: Raquel Landim
5- Países ricos reprovam produtos brasileiros
puxando saco de alguém, ao contrário, acho que deviam ter sacos que chegavam aos joelhos. Não combina com a arte deles. A História diz que Impressionante: nosso novo Já no Brasil, a mídia foi a instituição de maior credibilidade, apontada por 64% dos entrevistados, seguida de empresas (61%), instituições religiosas (48%) e, por último, o governo, com apenas 22% de indicações.
Fonte: Valor Econômico
Foto gentilmente cedida por Maded
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